Publicado por: Talita em: Julho 12, 2009
Confesso: Esse foi o capítulo mais difícil de encarar até aqui. Porque de duas uma: ou eu era regida pelo materialismo ou pela necessidade de aprovação. A primeira opção eu descartei ao lembrar que, de fato, não acumulo bens, mas sim momentos bons, e isso sempre foi prioridade. Sou uma hedonista, assumo, e sei que isso não deve agradar muito a Deus, visto que procuro milhões de formas de dar prazer a minha “carne” e, sempre que possível, ao meu espírito juntamente (viagens, arte, músicas bonitas…). Mas a segunda opção, buscar a aprovação dos outros, por mais que eu não admita e tente me desvincular dessa imagem, no fundo no fundo eu morro de medo de frustrar as expectativas de algumas pessoas que estão a minha volta e de dar o “enorme prazer de me ver chorar” para outras que não são tão importantes (mas acabam sendo). Isso acaba me desgastando muito, porque não basta ser boa, tem que ser supreende, entende? E é difícil tocar nessa ferida, encarar a minha vida de uma forma mais leve, respeitando o meu ritmo, que é acelerado, mas não o impulsionando ainda mais. Uma hora a gente cai de cama, literalmente. E lembra que nada acontece por acaso.
Ao mesmo tempo eu lembro das palavras do pastor que escreveu o livro naquela apresentação do TED “Deus fica muito feliz quando nós somos nós mesmos. E ele diz ‘essa é a minha menina’”. Isso me toca porque tenho certeza que durante essa minha caminhada no jornalismo Deus deve ter pensando isso algumas vezes, provavelmente nos momentos que eu senti gratidão imensa pelas oportunidades únicas que ele me deu e continua me dando. Porque posso até não ter foco (e esse é um mal que preciso vencer), mas sei-sinto-penso-creio que a escrita é o que tenho de mais especial, e poder aperfeiçoá-la na prática é uma dádiva na minha vida. Outra coisa que me tocou muito foi o versículo ”…pelo seu grandioso poder operando em nós (Deus) é capaz de fazer muito mais do que nós jamais ousaríamos pedir ou mesmo imaginar, infinitamente além de nossas mais sublimes orações, anseios, pensamentos ou esperanças” Efésios 3.20. Amém.
Um estilo de vida mais simples é tudo o que eu preciso.
E para encerrar, não posso esquecer que “Esta é a verdadeira alegria da vida: ser usado por um propósito reconhecido POR VOCÊ MESMO como digno.”