Uma Vida com Propósitos

O mundo não é meu lar…

Publicado por: Sara em: Julho 24, 2009

Minha vida na terra não é eterna, Deus me lembra disso a cada dia, mas como abrir mão de tudo que “conquistei aqui”? Tsc, tsc, penso comigo mesma: “Sara, sua cabeçuda, Deus te deu e somente Ele sabe o que é, de fato, melhor ou não para você…”.
Mas se tudo isso aqui é passageiro, é apenas uma viagem… Por que, então, Deus me deixa conseguir e amar tantas coisas e pessoas? Por isso que Deus confia que eu seja extensão dEle aqui na terra! Ele enviou seu único filho, Jesus, para salvar e perdoar todos os meus pecados, cara. Quer mais entrega do que isso? Ou seja, Deus não quer mais nenhum graaaande sacrifício da minha parte, Ele apenas me confiou muitas pessoas e coisas aqui no meu lar temporário, para que eu possa ser e fazer a diferença.

O grande lance é que quase sempre não sei como fazer. Me sinto culpada em não fazer mais; sinto que faço demais e outros fazem de menos e não tenho nada em retorno; sinto tantas coisas, como num tsunami de sentimentos. Mas aí é que devo lembrar o quão amada sou, não preciso me sentir culpada, Deus sabe do jeito como fui criada, a-há! Há coisas que já senti e, acredite, muitas coisas que só eu e Deus sabemos… Por isso, Ele nunca me dará mais do que preciso ou menos do que quero, Ele sempre vai me surpreender, simplesmente porque Ele é O Cara! Deus honra aqueles que O honram e ponto final. E não adianta achar que fulano ou ciclano fez mais ou menos e é mais recompensado do que eu. Não! Eu serei recompensada no tempo certo, mas não com as coisas materias/temporárias e sim no meu lar, no Céu. Sempre fixei minha vida nisso: Deus dá mais do que peço ou imagino, minha vida sempre foi assim, uma surpresa diária e constante. Mesmo quando minha oração não era respondida “na hora que eu queria”.

“O tempo de Deus na minha vida, o tempo de Deus pros meus sentimentos, o tempo de Deus para o milagre, o tempo de Deus vai se cumprir, o tempo de Deus pra minha promessa, o tempo de Deus para minha cura, o tempo de Deus para me exaltar, o tempo de Deus… posso esperar!”

Sou estrangeira tentando conquistar algumas coisas aqui nessa terra, mas não posso me apegar às coisas desse mundo e isso é meio complicado quando crescemos numa sociedade que impõe conceitos passageiros de felicidade. Sou cidadã do céu, minha identidade está na eternidade. Como C.S.Lewis disse, “tudo que não é eterno é eternamente inútil”. A parte do livro que me deixou muito emocionada/pensativa/apreensiva é a que fala sobre atuação do embaixador numa terra inimiga. O embaixador não pode amar mais o país “inimigo” do que sua terra natal. Sou embaixadora de Cristo? O que tenho feito nesse papel? Não é fácil ser diplomata. Não é fácil perder o medo de dizer “não, não quero fazer isso porque isso vai contra aquilo que acredito”; “não farei isso, porque envergonharia meu Pai”; “não posso fazer isso porque Deus me confiou algumas missões aqui na terra e não posso traí-Lo”.

A idéia de abrir mão das coisas temporárias aqui da terra, nunca me agradou tanto quanto nos últimos dias. Preciso entender o propósito dEle na minha vida e, sendo muito sincera, aos poucos vou aprendendo…

“Quando a vida fica difícil e você é subjugado pelas dúvidas, ou quando fica imaginando se viver para Cristo vale o esforço, lembre-se de que você ainda não chegou a casa. Na morte, você não vai abandonar sua casa – você vai para casa. E assim, eu termino esse post com um sorriso no rosto.

2 Respostas para "O mundo não é meu lar…"

Oi Sara

Estava lendo um texto que a Maya (minha professora) mandou em um dvd pra mim… e lá no meio da leitura tem uma cantata de J.S. Bach. E na cantata se diz assim:

Estou completo,
Tomei em meus braços ávidos o Salvador, esperança de todo aquele que crê.
Estou completo!
Eu o vi,
minha fé abraçou Jesus no coração;
Agora não quero mais nada, senão deixar este mundo, com alegria.

Não sei porque me lembrei do seu texto… é que eu já o tinha lido antes. E o texto fala sobre isso mesmo… de deixar o mundo… tudo posto a serviço da expressão de um texto que fala de entrega, de aceitação, de espera ao mesmo tempo calma e grandiosa da reabsorção do ser pelo divino, pela transcendência.

Tem um outro texto que eu vou deixar para se pensar antes de dormir… rsrsrs do renascimento ao barroco.

A água corre rápida em seu fluxo,
E mais rápida a flecha voa,
Mais rápido ainda passa
o vento que carrega as nuvens.
Mas o fluxo da alegria terrena
é tão breve
que ele passa ainda antes
da água e do vento.

Um grande abraço.

“Agora não quero mais nada, senão deixar este mundo, com alegria”.

Perfeito esse trecho. Que se completa com o que citei do livro no último parágrafo desse post:

“Na morte, você não vai abandonar sua casa – você vai para casa”.

Um abraço, Júlio! :)

Fica com Deus, carioca!;)

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